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16 de Setembro de 2019

Redes Sociais em tempos de eleições: confira antes de acreditar!

Amorim Sangue Novo, Jornalista
Publicado por Amorim Sangue Novo
há 5 anos

Infelizmente, desde antes do advento da Internet e das Redes Sociais tais como Facebook e Twitter, são comuns os boatos e fofocas em épocas de campanhas eleitorais. Naturalmente, muitas vezes são boatos falsos, intrigas inventadas pelos adversários para tentar estragar a imagem de um candidato.

Se este tipo de atitude era comum no tempo da boataria boca a boca, imaginem agora com a facilidade de comunicação disponível com as Redes Sociais. Alguém vai lá, inventa o que quiser, dissemina a informação ao máximo com a colaboração de amigos e outros correligionários, e tá feito o estrago.

Meu recado então é o seguinte: verifiquem TUDO que lerem na Internet. Observem a fonte, se é digna de confiança. De onde partiu a notícia? É de um site de notícias confiável? Você sabia que em questão de uma hora é possível montar um site falso (“fake”) de notícias? Com tudo bem feitinho, títulos, fotos, como se fosse realmente um site de notícias? Sem maiores complexidades e com custo baixíssimo (ou até custo zero), crio, por exemplo, o novo site de notícias chamado “Diário Informativo”, e uso esse site falso de notícias para espalhar o que eu quiser. E a partir das “notícias” deste site – inventadas ou escritas por uma ótica que me interesse – boto pessoas a espalhar pelas Redes Sociais o que me interessa divulgar.

E vejam bem: não somente sites e boatos podem ser falsos. Eu posso criar PESSOAS FALSAS. Os chamados perfis fakes. Crio um fake, que pode ser um especialista em política, ou uma mãe zelosa, ou um grande economista com especialização em Harvard que trabalha há anos no Banco Central dos EUA. Com fotos e dados completos. Mas tudo falso! E faço esse fake falar o que eu quiser. Ou seja, agora é possível facilmente para o fofoqueiro espalhar boatos de forma ainda mais segura, pois ele consegue ficar anônimo, escondido atrás de perfis falsos. Quanto me custa criar um exército de fakes no Facebook e Twitter, e fazer esse exército falar bem ou mal de alguns candidatos? Nada! Zero reais! Só preciso de alguns minutos de trabalho por dia.

Esse tipo de atitude pode ter vários caminhos com as opções atualmente disponíveis. Há algumas semanas, um funcionário público federal alterou, na Wikipédia, principal enciclopédia do mundo virtual, os perfis dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Sardenberg. O problema é que esta enciclopédia é escrita por milhares de colaboradores em todo o mundo, e esta pessoa usou este recurso de edição para inserir informações falsas (ou sem confirmações) nos perfis dos referidos jornalistas. Felizmente, a Wikipédia possui um mecanismo muito bom de controle e verificação das informações inseridas pelos usuários, e rapidamente os perfis foram arrumados, e o autor da farsa identificado (sofre agora processo disciplinar). Mas este caso serviu de alerta sobre o cuidado que precisamos ter quando lermos perfis (históricos) de pessoas. Quem escreveu? A fonte é totalmente confiável?

Meu recado final, amigos: verifiquem TUDO antes de acreditar. Desconfiem. Não compartilhem aquilo que não vem de fontes confiáveis. E uma dica que pode evitar grandes dores de cabeça: comentários em Redes Sociais podem gerar processos de calúnia e difamação. São crimes contra a honra, previstos em lei pelo Código Penal. Mas muitos se arriscam a ser processados graças a comentários contra outras pessoas (principalmente contra candidatos e detentores de cargos públicos). Cobrar, reclamar, opinar, é nosso papel de cidadão. Mas acusar e espalhar boatos contra pessoas pode nos causar um grande problema judicial. E, em alguns casos, podemos estar cometendo uma injustiça.

A publicação é do Jornal Panorama http://www.jornalpanorama.com.br/site/coluna.php?idcoluna=139

2 Comentários

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Vou mais além, temos que cuidar também o que está na televisão aberta, pois ali sim o grande público é atingido e na maioria das vezes manipulado - Propaganda é a alma do negócio.
Só acredite naquilo que é fato juridicamente comprovado, o resto é hipótese.
Se somos obrigados a votar, que seja em alguém que realmente valha o nosso voto. continuar lendo

Meu critério para este tipo de noticia, sempre avaliar a fonte e quem está na apresentação. Minha experiência diz que meus amigos nas redes , são poucos a visualizar e comentar.Cada seguimento com suas preferências .Mas realmente é uma ferramente de grande poder de informação. Saber usar é fundamental! continuar lendo